A Missão

A todos os interessados que por aí caminham sem saberem nem muito bem porquê nem como, que passaram por uma licenciatura e anseiam por algo mais, sem saberem bem o quê, mas mais, mais do que esta vida que não nos basta e não nos chega, porque quisémos mais e queremos mais para lá dos recibos brancos ou verdes, dos "cole-centeres" (como diria o nosso amigo Mário Zambujal) e dos centros de explicações, onde não somos senão carne para canhão, e tantas vezes nem isso, apenas números para apagar da lista conforme o patrão se vira para a direita ou para a esquerda enquanto a noite dorme, apenas e somente números sem nome ou letras, numerais, algarismos, unidades, dezenas, milhares de desempregados, quarenta mil professores, a todos quantos estejam dispostos a uma partida feita de sete mares, este blogue é para vocês, um instrumento de trabalho que eu quero de igual modo como instrumento de esperança, de acesso gratuito porque amanhã não é longe demais, é já aqui e agora, assim queira a tua mão.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Frequently Asked Questions

Frequenty Asked Questions (em teclado Ingles):
1) Qual e o primeiro passo para poder leccionar em Inglaterra?
Obter o QTS, Qualified Teacher Status, o qual mais nao e que a equivalencia de habilitacoes. Desde April de 2014 sao precisos 3 anos de experiencia lectiva para poder requerer o QTS. Por favor consultem o seguinte site
A candidatura neste momento e feita online. Por favor consultem o seguinte site: https://teacherservices.education.gov.uk/
2) Quais sao as possibilidades de conseguir emprego em Inglaterra?
Nao sabemos dizer. Depende das necessidades de mercado. Se por um lado ha falta de professores, por outro so entram os bons professores. Por favor comecem por fazer uma pesquisa no seguinte site para assim avaliarem as necessidades de trabalho na vossa area de ensino:

3) O que e o DBS?
E o registo criminal Ingles. E preciso requerer o mesmo para poder leccionar em Inglaterra. Sem o mesmo nao e possivel leccionar em Inglaterra. Pede-se uma e uma so vez quando nos registamos numa agencia. E preciso pagar pelo mesmo a volta de 40 libras, mas o preco tem variado. Pode demorar ate 6 semanas para o termos na nossa posse, mas recentemente o processo tem sido mais celere. 

4) O que colocar no ponto 2 do QTS?
Assinalar a opcao i)

5) O que colocar nos pontos 3 e 4 do QTS?
Preencher o ponto 3 se tem uma Licenciatura pre-Bolonha. Preencher o ponto 4 para quem tem uma Licenciatura pos-Bolonha e deixar o ponto 3 em branco. Para quem adquiriu o grau de professor atraves de uma pos-graduacao, preencher o ponto 4 e deixar o ponto 3 em branco.

6) Onde traduzir os meus documentos?
De preferencia num tradutor certificado que traduza cada documento e certifique cada traducao. Procurem no google. Ha quem peca na propria Universidade pela traducao dos seus documentos do curso.

7) Que documentos enviar juntamente com a candidatura para o QTS?
Vejam a checklist no fim da Pagina 4 do formulario do QTS. Enviem copias. Nunca enviem originais.

8) Que agencias para professores ha em Inglaterra?

9) Como arranjar quarto uma vez em Inglaterra? Posso ficar em tua casa?
Nao podem ficar em minha casa. Nao me responsabilizo por outros compatriotas que oferecam as suas casas. Por favor consultemwww.gumtree.com - ha quem pernoite em camaratas comuns em hostels durante os primeiros dias. Procurem no google.

10) E possivel leccionar Portugues?
Sim, a titulo individual, como freelancer. Ha agencias de professores e/ou tuition agencies que oferecem este servico. No entanto, o Portugues nao e uma disciplina comum nas escolas no Reino Unido.

11) E possivel leccionar em Portugues?
Nao. Estamos em Inglaterra. O que ensinamos em Portugues, deve ser leccionado em Ingles.

12) Qual e o nivel de Ingles necessario para leccionar em Inglaterra? E preciso termos algum curso de Ingles?
Nao e preciso termos um curso de Ingles. O nosso conhecimento de Ingles e avaliado em momento de entrevista. O nivel de Ingles tem de ser excelente.

13) Como arranjar trabalho como professor em Inglaterra?
Na maioria dos casos e preciso estar fisicamente em Inglaterra. E preciso telefonar para as agencias e enviar os nossos curriculos por email. E preciso procurar emprego da mesma forma que procuramos emprego em Portugal.

14) De que outros documentos devo tratar uma vez no Reino Unido?

15) Nao sei Ingles e ja estou no Reino Unido. E agora?
Nao recomendo a ninguem que venha para Inglaterra sem saber Ingles.

16) Quem faz esta pagina e pago pela mesma?
Todos nos fazemos esta pagina. Eu participo em regime de voluntariado e nao sou pago pela mesma.

17) Porque e que toda a informacao e disponibilizada de forma livre e gratuita?
Porque quando para aqui vim nao tive ninguem que me ajudasse. Nao quis que outros tivessem de passar pelo mesmo. Para alem disso, a minha formacao politica de esquerda assim o exige. Se todos fizermos um pouco, todos faremos muito.

18) Ha demasia informacao para ler. E agora?
Antes informacao a mais do que informacao a menos. Tal como referi acima, quando para ca vim nao nao tive um blog, nao tive net e nao tive centenas de pessoas no Facebook disponiveis para ajudar. Alias, quando para ca vim nao havia Facebook, viviamos na pre-historia.

19) Que agencias de emprego para professores sao boas?

20) Que informacao devem as minhas referencias providenciar?
Por norma as agências de recrutamento enviam um formulário para o referee responder com questões sobre o desempenho profissional (conhecimentos pedagógicos, gestão da sala de aula, se voltava ou não a contratar a pessoa e porquê, etc...). Os formulários são muito semelhantes entre todas a agências e simples de preencher (mesmo para quem diz que não fala nada de inglês). Nalguns casos querem que a pessoa que dá a referência assine e carimbe o formulário e volte a digitalizar para enviar pelo mesmo email. Noutros casos as referencias sao solicitadas por telefone.

21) É necessário ter um comprovativo em inglês do tempo de serviço que tenho em Portugal?
Sim, o tempo de serviço sera necessario para efeitos de escalao salarial caso/quando se conseguir um contrato com uma escola. Se se trabalhar por agencia nao precisara do comprovativo do tempo de servico.

22)Como se deve requerer o reconhecimento do tempo de serviço prestado nos estados membros da União Europeia (UE) ou nos estados abrangidos pelo Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (AEEE)? - Despacho Normativo n.º 12/2004, de 03.03
Quem pode requerer?
Cidadãos portugueses, comunitários ou do AEEE (inclui os 25 Estados Membros da União Europeia, a Islândia, a Noruega, o Liechstenstein e a Suíça) que tenham exercido, nos Estados Membros da UE ou nos Estados Parte do AEEE, no sector público ou privado, actividade equivalente àquela que é exigível em Portugal para o exercício da profissão e pretendam ver reconhecidos, em Portugal, os períodos de tempo de serviço prestado nesses Estados.
Como requerer?
Requerimento redigido em língua portuguesa, do qual conste o nome completo do requerente, nacionalidade, número do bilhete de identidade, categoria profissional, residência, número de telefone, objecto do pedido e períodos de tempo que pretende ver reconhecidos dirigido ao Director-Geral dos Recursos Humanos da Educação; Certificado de habilitação profissional para a docência. Os interessados, cuja habilitação não tenha sido adquirida em Portugal, devem fazer prova documental do reconhecimento de habilitação profissional para a docência em Portugal; Certificado(s) de tempo de serviço emitido(s) pela autoridade competente do Estado Membro onde o serviço foi prestado, no(s) qual(quais) conste a natureza das funções exercidas, o início e termo das mesmas (dia, mês e ano), bem como o número de dias de serviço docente, apurado de acordo com o número de horas semanais legalmente estabelecidas pelo direito nacional do país onde prestou serviço, referenciado à data da conclusão da habilitação com a qual pretende ingressar na carreira docente portuguesa, contabilizado até 31 de Agosto do ano civil anterior à realização do concurso externo de provimento de professores a que pretende candidatar-se. Em caso de justificada necessidade, os certificados serão acompanhados de tradução efectuada por tradutor oficial e autenticada por notário ou funcionário diplomático ou consular português. Fotocópia do registo biográfico caso se encontre colocado em estabelecimento de educação/ensino básico ou secundário da rede pública do M.E. Caso o serviço tenha sido prestado em estabelecimento de ensino privado, deverá constar a indicação de que o mesmo foi efectuado nos termos legalmente exigidos pelo direito nacional aplicável. O aludido tempo é considerado para efeitos de concursos e progressão na carreira de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos de ensino público tutelados pelo Ministério da Educação.
Como pondera o referido tempo de serviço para efeitos de concurso?
O tempo de serviço contado a partir da data em que se adquire a habilitação profissional, para a docência em Portugal, independentemente do país da EU ou do AEEE em que tal ocorreu, é referenciado a 1 de Setembro do ano civil em que o docente a concluiu. Excepcionam-se as situações em que são necessárias medidas de compensação habilitacionais, a realizar em Portugal, em que a data da profissionalização a considerar, é a de conclusão das referidas habilitações compensatórias, que será transmitida no ofício de comunicação do despacho exarado pelo Director-Geral dos Recursos Humanos da Educação, relativo à autorização para leccionar em Portugal.

Mais informacoes disponiveis no blog que deu origem a esta pagina:

sexta-feira, 9 de maio de 2014

“REMIGR: A Nova Emigração e a Relação com a Sociedade Portuguesa”

No âmbito de um projeto de investigação sobre a emigração portuguesa atual, “REMIGR: A Nova Emigração e a Relação com a Sociedade Portuguesa”, financiado pela FCT  e desenvolvido por uma equipa da Universidade de Lisboa, da Universidade de Coimbra e do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, solicitamos a sua colaboração. Os objetivos projeto de investigação em causa são: conhecer o perfil dos portugueses residentes no estrangeiro, as suas trajetórias migratórias, os fatores que impulsionaram as saídas, as suas intenções de mobilidade, e as suas relações com Portugal. Para cumprir este fim, recorre a diversas fontes de informação, entre elas, um inquérito por questionário online.
O link para o questionário é: http://tiny.cc/remigra

Cumprimentos
Pedro Candeias
Joana Azevedo

domingo, 27 de abril de 2014

Quero Emigrar

http://queroemigrar.com/quero-emigrar-mercado-de-wateloo
Pretende-se dar á comunidade de Língua Portuguesa um local onde possam tirar todas as dúvidas que possam ter sobre uma possível saída do País de origem para tentar a sorte cá fora.
Esperamos conseguir com as nossas histórias, muitos vídeos e entusiasmo de quem sabe ser esta uma forma possível de encontrar a tão desejada boa vida, dar-lhe a si também o necessário entusiasmo para se fazer á vida com a certeza de que caso assim o decida, terá amigos á sua espera.
Arrisque, porque fazendo-o, aconteça o que acontecer, quando chegar a hora final terá a sensação do dever cumprido, de que quer tenha quer não tenha, fez tudo o que estava ao seu alcance para o conseguir.
Por isso adoramos os que arriscam!
Arrisque, e assim que aprender alguma coisa no decorrer da sua experiência, partilhe, porque emigrar não é esquecer.
E nós não só não esquecemos de onde viemos, mas também porque estamos aqui: para ajudarmos o próximo a obter o seu sucesso.
Abraço Caloroso
Alfredo Rodrigues
http://queroemigrar.com/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Fim do Blogue "Como dar aulas em Inglaterra" e nascimento do Grupo do Facebook "Como dar aulas em Inglaterra"

https://www.facebook.com/groups/comodaraulasemlondres/ 
https://www.facebook.com/groups/comodaraulasemlondres/
A partir de hoje todas as actualizacoes e novidades estarao disponiveis numa unica pagina: Grupo do Facebook Como dar aulas em Inglaterra. Assim sendo, a presente pagina migrara para este grupo, onde estarei disponivel para todos os esclarecimentos necessarios.  https://www.facebook.com/groups/comodaraulasemlondres/

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Compilacao de links

 
 
 
 
Glossario de termos relacionados com a Educacao no Reino Unido
http://www.teachers4london.co.uk/Teaching-Resources/acronyms.html
 
 
Umbrella companies - o que sao e o que fazem:
http://en.wikipedia.org/wiki/Umbrella_company

Registo criminal Ingles (antigamente denominado CRB, presentemente denominado DBS):https://www.gov.uk/disclosure-barring-service-check/overview
 
Testes de conhecimento da Lingua Inglesa:
http://examenglish.com/leveltest/grammar_level_test.htm
 
 
 
 
Um projeto europeu de interesse para professores a exercer atualmente no Reino Unido a disciplina de Biologia:
www.socientize.eu
Socientize Portugal
 
 
 
Traducao de documentos:
http://transcritorio.blogs.sapo.pt/
 
 
 
Escrever em Portugues num computador Ingles:
http://portuguese.typeit.org/
 
Ofsted - relatorios sobre inspeccoes efectuadas a escolas:
http://www.ofsted.gov.uk/inspection-reports/find-inspection-report


domingo, 18 de agosto de 2013

Quando os Professores vao para o estrangeiro





Mais um artigo de interesse, desta feita no Jornal Publico:
http://www.publico.pt/portugal/jornal/quando-os-professores-comecam-a-virarse-para-o-estrangeiro-26967975

domingo, 11 de agosto de 2013

Enfermeiros, financeiros e informaticos - emprego em Londres




Enfermeiros, financeiros e informáticos encontram emprego mais depressa em Londres


http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/enfermeiros-financeiros-e-inform_5723.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mais dois sites para quem procura mudar-se para Londres. Por favor carreguem nos seguintes links:
http://www.moving2london.com/teaching-in-the-uk/
http://www.teachaway.com/teach-united-kingdom/

Reino Unido oferece trabalho a professores portugueses


Reino Unido oferece trabalho a professores portugueses. Por favor consultem o seguinte link:

sábado, 29 de junho de 2013

Em Londres ha falta de 256 000 lugares para alunos de Ensino Basico e Secundario.

http://news.sky.com/story/1109049/school-shortage-crisis-could-harm-education
 
A crisis is looming in primary schools across England with predictions there will be a shortage of 250,000 classroom places in the coming school year.
In the rush to provide enough school places, local councils may have to make decisions that affect the quality of pupils' education, according to a new report by the Commons Public Accounts Committee (PAC).
In areas facing a squeeze on places, and a lack of space, buildings such as libraries or music rooms could be turned into classrooms to meet the demand, it says.
The committee is the latest group to raise concerns about a lack of school places.
In March, a study by the National Audit Office (NAO) warned that by September 2014, an estimated extra 256,000 primary and secondary school places will be needed to meet demand.
Of these, 240,000 are required in primary schools, with more than a third (37%) needed in London alone.
The Department for Education has said it is spending £5bn by 2015 on creating new school places, and that it expects 190,000 extra places will have been created by September.
In its report, the PAC suggests there has been "little oversight" of the impact decisions on how to create new places would have on children's education.
"In the rush to deliver sufficient places, authorities may have to make decisions that affect the quality of education on offer," it says.
"For example, in areas where there is pressure on school places and a shortage of suitable land, authorities may have to convert communal spaces and specialist areas (such as libraries or music rooms) into classrooms.
"Some authorities may have no choice but to expand poorly performing schools, if places are required in that area."
The report criticises the Government for failing to fully understand "the risks to children's learning and development that may arise as authorities strain the sinews of the school estate to deliver enough places".
It warns that the need to increase the number of school places should not be done at the expense of quality.
The report says that the DfE does not know whether it is achieving value for money with the funding it provides to create new places, and suggests the department was "slow to respond to the rising demand for school places".
But the DfE has improved the way it targets money to areas where it is needed, the report adds.
It goes on to say that councils are not responsible for academies and free schools as they fall under the DfE's remit, and that local authorities must have "mature discussions" with everyone, including these schools on how to meet demand for places.

domingo, 5 de maio de 2013

O Sitio em Londres


Aventuras e peripécias duma siteira em Londres... pode ser que ajude alguém, pelo menos servirá para preservar memórias... Bom, não é o Sítio todo é só um bocadinho :)
http://ositioemlondres.blogspot.co.uk/

As mães ficam por cá enquanto os filhos correm mundo para estudar ou para trabalhar. Hoje é Dia da Mãe.






Qatar, Angola, Reino Unido, Alemanha, Holanda e República Checa foram os países de destino dos filhos. O PÚBLICO falou com seis mães que têm os filhos longe. Uma delas, Maria de Jesus Rodrigues, apanhou um grande susto na semana que passou. É a mãe de uma das estudantes portuguesas feridas na explosão de um edifício universitário em Praga.
Para estudar ou trabalhar, cada vez são em maior número os jovens que saem de Portugal. Provisória ou definitivamente. As mães ficam por cá e continuam a apoiá-los, ainda que à distância. Autonomia, experiência de vida e “mais mundo” são aspectos positivos a que se agarram quando os vêem partir. Mas sentem tristeza por Portugal não lhes assegurar um futuro feliz. Vivem preocupadas e preferiam tê-los por perto. Sempre. Vale-lhes o Skype.

"Nada substitui a proximidade física de poder dar um abraço ou um beijo”
República Checa
Mãe: Maria de Jesus Rodrigues
Filha: Catarina, 22 anos, estudante de Medicina
Maria de Jesus Rodrigues viu a filha partir há cinco anos para Praga, para estudar Medicina. Foi uma decisão de Catarina. “Quando ela terminou o ensino secundário e, apesar de ter sido boa aluna, não teve oportunidade de entrar para uma faculdade de Medicina em Portugal. Como só estava interessada em seguir essa área, chegou a dizer que, se não fosse estudar Medicina, preferia ir trabalhar. Atendendo à sua determinação, decidimos apoiá-la incondicionalmente na realização desse sonho”, conta a mãe, via e-mail.
Se a preocupação com a distância já existia, agora aumentou, depois de a filha ter sido uma das vítimas (com ferimentos ligeiros numa mão) da explosão em Praga, a 29 de Abril, num edifício universitário. “É como uma espécie de alerta para a fragilidade do ser humano e dos perigos que existem à sua volta.”
Mas antes já havia o sentimento de impotência próprio de quem está longe: “As preocupações aumentam na medida em que estou privada da sua companhia e do seu convívio diário. Também não é possível dar-lhe apoio quando ela necessita e nada substitui a proximidade física de poder dar um abraço ou um beijo.”
Agora, tudo se passa “via Internet, através do Skype”. Afectivamente falando, a distância não as afastou: “A nossa relação é mais forte do que todas as barreiras. Por isso, o que muda não é a intensidade dos afectos, mas o modo e o meio de os expressar.”
Quando se deu a explosão, Catarina Rodrigues telefonou à mãe: “[Disse] que tinha acontecido uma explosão na biblioteca onde se encontrava, mas que estava bem e que tinha apenas uns ferimentos numa das mãos. Foi contactada a embaixada de Portugal em Praga, que disponibilizou toda a informação e apoio.”
A mãe não lhe pediu para voltar: “Nunca o faria porque ela está a estudar para concretizar o sonho de ser médica.” Também nunca lhe pedirá que fique em Portugal depois do curso terminado: “A decisão será sempre dela. O que eu gostava mesmo era que ela não tivesse tido a necessidade de ir estudar para o estrangeiro, não só por questões afectivas, mas também financeiras. É um esforço muito grande para a Catarina e para os pais.”
Maria de Jesus encontra, no entanto, aspectos positivos da saída do país: “O facto de ela não estar em Portugal tornou-a mais autónoma, com maior capacidade para decidir e resolver situações. E ao mesmo tempo mais crítica sobre o que se passa em Portugal, sobretudo relativamente aos jovens.”
Para outras mães em igual situação, diz: “Não é fácil ser mãe à distância, porque não se está fisicamente presente para ajudar nas situações concretas do dia-a-dia. É importante manter o contacto regular, acompanhar o percurso de vida, quer seja de estudo ou trabalho, demonstrar compreensão e respeito, encorajar quando é necessário e transmitir muito amor.”
A filha sente-se “mais independente e mais forte”, diz ao PÚBLICO, por telefone. “Tenho saudades e o reencontro é sempre emocionante, mas também é bom estarmos sozinhos”, acrescenta. A sua maior barreira na República Checa é a língua, com que não simpatiza. “Estudamos em inglês, mas temos de comunicar em checo. Gosto de francês, de italiano, mas não acho o checo bonito.”
O episódio da explosão não a fez arrepender-se de ter saído de Portugal. “Podia acontecer a qualquer pessoa em qualquer lugar. Eu fiquei calma, mas triste com a destruição e caos que estavam à minha volta. Um senhor que estava muito pior que eu queria ajudar-me. Eu própria senti o impulso de ajudar. Foi um bom impulso, pensando na profissão que vou seguir. Acabou por ser uma aprendizagem, que acabou bem para mim.”
Especialidade profissional e destino geográfico ainda não estão decididos. “Está tudo em aberto.”

"Foi difícil adaptarmo-nos. E não me parece que ela volte”
Alemanha
Mãe: Luísa Nogueira
Filha: Bárbara Fonseca, 23 anos, ilustradora
Luísa Nogueira não incentivou nem contrariou a vontade da filha de, a certa altura, “se fazer ao caminho”. Aos 21 anos, Bárbara Fonseca, depois de ter estudado Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e de ter tido alguma experiência profissional no país, nomeadamente no PÚBLICO, “sentiu necessidade de ir para fora”.
Diz a mãe: “Era difícil ela conseguir trabalho na sua área ou mesmo noutra. Com sorte, iria para um supermercado. E seria infeliz.” Isso é que Luísa não quer, de forma alguma. “Entristece-me que todo o investimento que fizemos nela (música, ballet, artes) não tenha retorno aqui em Portugal. Mas a verdade é que ela se sente bem em Berlim, está a trabalhar e está feliz. Se ela está bem, eu estou bem.” Mas, em termos familiares, foi muito complicado. “A Bárbara é muito expansiva, ‘ocupa muito espaço’, enche uma casa. O irmão [18 anos] é mais discreto. Foi difícil adaptarmo-nos. E não me parece que ela volte.”
Segundo Luísa Nogueira, a preocupação não se dilui à medida que os filhos crescem. “São diferentes, mas continuamos a preocupar-nos com as constipações... Agora, com a distância, fico sempre na dúvida se ela está mesmo bem ou se não me diz a verdade só para não me preocupar.” A aflição mais recente tem que ver com a aquisição de uma bicicleta. “Será que ela usa sempre capacete?”, pergunta a rir-se do outro lado da linha. Mas com uma inquietação genuína.
Comum é estarem ambas a fazer o jantar, uma nas Caldas da Rainha e outra em Berlim, enquanto se vão vendo e falando via Skype. “Mas a distância afastou-nos em termos de relação mãe-filha. É diferente, sinto-a mais afastada. É natural”, conclui a mãe.
Como todas as mães, gostava muito de a ter por perto. “É triste ter de aceitar a distância. Mas, se ela está bem, eu estou bem.”

Gostava que o filho estivesse por perto
Angola
Mãe: Fátima (nome fictício)
Filho: Joaquim (nome fictício), 31 anos, engenheiro civil
Fátima foi a mãe mais preocupada e nervosa que falou com o PÚBLICO. O filho voltou para Angola há poucos dias, depois de já lá ter estado a trabalhar alguns meses. Notícias relacionadas com doenças tropicais, sobretudo paludismo, e relatos de episódios de violência e roubos provocam ansiedade e preocupação constantes nesta mãe, que telefona diariamente ao filho. Daí os nomes fictícios e a ausência de discurso directo neste breve testemunho.
Joaquim decidiu abandonar o país depois de a empresa para onde trabalhava como engenheiro civil começar a deixar em atraso o pagamento dos ordenados. Embora vá pagando, ainda está a dever aos trabalhadores os salários relativos aos meses de Novembro e Dezembro do ano passado. E nada de subsídio de Natal.
As comunicações entre mãe e filho fazem-se sobretudo por telefone porque falta muitas vezes a luz em Angola, impossibilitando o recurso à Internet. A água também falta, conta Fátima, que tem mais uma filha adulta, mas que trabalha em Portugal.
Esta mãe lamenta profundamente a situação a que o filho se vê obrigado. Mantém uma relação muito próxima com ele e gostava que ele se mantivesse (geograficamente) por perto. Mais não diz.

“Quando tenho uma ‘saudade súbita’, telefono"
Holanda
Mãe: Manuela Barbas
Filha: Matilde, 20 anos, estudante de Dança
Matilde tem 20 anos, estuda Dança na Escola Superior de Dança e está a fazer Erasmus na Fontys Hogeschool voor de Kunsten, em Tilburg, Holanda. Foi para lá em Agosto de 2012 e estava previsto regressar em Janeiro deste ano. “Contudo, ela adorou a experiência e, com o parecer favorável das duas instituições universitárias, prolongou a estadia por mais um semestre. Mantém-se na Holanda até meados de Julho e, como conclui a licenciatura neste ano, não sabemos ainda se vai continuar por lá”, conta a mãe, Manuela Barbas, por e-mail.
No entanto, as questões financeiras podem ser um entrave ao processo. Há mais uma filha a caminho do aeroporto. E para mais longe. É a Laura, 19 anos, que estuda Economia na Universidade Nova de Lisboa. “Vai em Julho fazer um semestre de intercâmbio na Universidade de São Paulo. Incentivei-a a ir porque considero que estas oportunidades são enriquecedoras do ponto vista académico, mas também pessoal. Além do reforço da autonomia, outras pessoas, outras formas de ver e ‘resolver’, abrir horizontes...”
Em Agosto, Manuela Barbas foi até à Holanda perceber por onde e com quem andava a filha mais velha: “Tive a oportunidade de conhecer a responsável pelo programa Erasmus na área da Dança. Fontys fez-me uma visita guiada à escola e respondeu a todas as minhas questões.” Também pôde conhecer os outros estudantes com quem a filha ia partilhar casa. “Eu andava muito ansiosa e fiquei bem mais tranquila.”
A comunicação entre mãe e filha faz-se diariamente por Skype ou Facebook. “Quando tenho uma ‘saudade súbita’ ou quando não foi possível falarmos na véspera, telefono. De vez em quando, recebemos em casa uma encomenda com uns miminhos enviados pela Matilde, outras vezes somos nós que enviamos.”
Sente que continuam próximas e a falar de tudo, “a distância é apenas física”. Tem muitas saudades e sente a falta da filha todos os dias. “Só me preocupei duas ou três vezes, porque ela esteve adoentada e eu não podia fazer nada... Se fosse grave, é evidente que apanhava o primeiro avião para a Holanda!”
A ida da sua filha mais nova para São Paulo cria-lhe alguma ansiedade: “Pela imensidão da cidade, pela insegurança de que se fala e pela distância a que se encontra. Mas já consegui estabelecer uma boa rede de contactos, de pessoas amigas de amigos que vivem em São Paulo, dois deles vão ser o apoio da Laura enquanto lá estiver.”
Agora que o alojamento já está resolvido, Manuela Barbas consegue adormecer mais tranquila, “depois de uns quantos dias a dormir mal, essa preocupação foi minimizada”.
Conta ainda que a filha podia ter concorrido a uma universidade europeia, mas Laura pensou (e a mãe concordou) que na área dela, Economia, São Paulo seria uma excelente aposta. “Mas vou morrer de saudades porque, ao contrário da Matilde, que vem a casa nas pausas lectivas, não está previsto que a Laura venha antes do final do semestre.”

“Os nossos filhos estando bem nós também estamos.”
Reino Unido
Mãe: Deolinda Ramos
Filha: Bárbara, 27 anos, engenheira civil
Com uma filha de 27 anos, que estudou Engenharia Civil no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, Deolinda Ramos aceitou com naturalidade (e alguma tristeza) que a decisão da filha e do marido fosse a de rumarem a Londres. “[Bárbara] já se encontra empregada numa empresa, que diz adorar, não só por ser da sua área, o que a realiza, mas pelo tratamento, que é muito diferente do que aqui estava habituada.”
Deolinda admite que “não é muito animador ver a filha ir para longe”, no entanto, “seria pior vê-la doente e deprimida”. O casal decidiu e foi preparando a família para a partida. “Penso que foi positivo porque em Portugal estava a ser um pouco deprimente. Trabalhavam e não recebiam a tempo. Já que assim terá de ser, é preferível vê-la feliz e realizada.” Conclusão: “Os nossos filhos estando bem nós também estamos.”
A distância vai sendo encurtada, todos os dias, por Skype ou telemóvel. Mas a filha já veio a Portugal e os pais também já foram visitá-la a Londres. “Sempre fomos uma família muito presente e próxima. A nossa preocupação é que não adoeça e nós por cá um pouco longe”, diz. Nova conclusão: “Preocupações de mãe, claro.”

“O país está a negar o futuro aos jovens portugueses”
Qatar
Mãe: Angelina Soares
Filha: Catarina, 22 anos, hospedeira
Logo aos 19 anos, Catarina teve uma primeira experiência fora do país. No 2.º ano do curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais, fez Erasmus em Istambul. A mãe incentivou-a e nunca se sentiu muito ansiosa: “A Catarina sempre foi muito autónoma e responsável. É claro que pensei na distância, mas achei que era uma boa experiência.”
Segundo a mãe, Catarina jamais tinha pensado em ser hospedeira, “mas, como cá estava sem saídas profissionais, concorreu para as Qatar Airlines”. E é para quem trabalha desde Junho de 2012. “É bem paga.”
Angelina Soares tem mais dois filhos, o André, 28 anos, e a Inês, 19. Ambos em Portugal. Ele já trabalha, ela ainda estuda.
Esta mãe acredita que é “enriquecedora, nesta fase, a experiência que a Catarina está a viver”. Ela diz que vai voltar. Mas a mãe não pode afirmar peremptoriamente que preferia tê-la aqui, pois sabe como “estas vivências, para mais num país muçulmano, tão diferente, abrem horizontes”.
Custa-lhe, como mãe, viver a situação, mas a verdade é que sente que “o país está a negar o futuro aos jovens portugueses”. Por isso, deixa um apelo aos governantes: “O nosso país tem de se transformar num lugar feliz para os nossos filhos. É aqui que eles têm de se realizar. Em Portugal.”

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Para quem pretende emigrar: informação acima de tudo!


Para quem pretende emigrar: informação acima de tudo! Assim sendo, disponibilizo aqui mais dois sites para consulta por todos aqueles que planeiam sair de Portugal:

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O UK NARIC explicado em pormenor - para todos os que nao sao professores




Para todos os que nao sao professores, o UK NARIC - http://www.ecctis.co.uk - e o site responsavel pela equiparacao de habilitacoes de qualquer parte do mundo as habilitacoes no Reino Unido. 
Primeiro passo - ir ao seguinte link



Segundo passo, escolher qual a modalidade de nossa preferencia - equiparacao com certificados ja traduzidos:


ou equiparacao com os certificados nao traduzidos - o UK NARIC traduz e processa a documentacao, mas sai mais caro. Nao encontro referencia a possibilidade de o UK NARIC nos enviar os documentos traduzidos. 
O UK NARIC nao e uma empresa de traducoes.
O que eles fazem, neste caso, resume-se a comprovar, ou nao, que as nossas habilitacoes sao equivalentes ao que se encontra no Reino Unido:


Para pagar este servico, basta ir ao seguinte link:


Mais alguns sites de emprego





Mais alguns sites de emprego de interesse:
www.trabalholondres.com
www.icote.pt/reino-unido/







quarta-feira, 20 de março de 2013

Viver@UK - Para quem esta a comecar de novo









Mais uma excelente iniciativa no sentido de ajudar quem agora comeca a vida no Reino Unido, com muitas dicas e conselhos uteis, porque saber rima com poder:

http://cartasdelondres.wordpress.com/viveruk/



sábado, 16 de março de 2013

Jornais Luso-Portugueses em Londres





Aqui vai uma lista de sites /jornais bastante uteis para quem procura quarto, trabalho, contactos, comunidades entre tantas outras informacoes na Cidade de Londres:


www.leros.co.uk
www.revistareal.com
www.classilisttel.co.uk
www.brazilianews.uk
www.brazilianpost.co.uk
www.londonerews.com






quinta-feira, 14 de março de 2013

Dar Aulas em Inglaterra - O Forum






Para todos aqueles que se perguntam o porque de nao haver mais actualizacoes, tal deve-se ao facto de o blogue Dar Aulas Em Inglaterra se encontrar em plena e profusa actividade na sua pagina paralela - O Forum

http://www.daraulaseminglaterra.blogspot.co.uk/p/forum.html

Aqui encontrarao, literalmente, centenas de mensagens, pedidos de informacao, dicas, sugestoes sobre como dar aulas em Inglaterra e nao so. Ao mesmo tempo, mantenho-me disponivel para todos os pedidos de esclarecimento.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Diaspora dos Enfermeiros




"A Diaspora dos Enfermeiros nasceu como nascem muitas boas ideias – a mesa de jantar  entre dois dedos de conversa.

 Enfermeiros ja com alguma experiencia de vida e trabalho no Reino Unido, com percursos diferentes e maiores ou menores dificuldades no processo de busca de  trabalho e acomodacao

 achamos que seria uma boa idea criar uma entidade que possa oferecer suporte, informacao e ajuda a outros que se decidam abracar uma nova aventura num novo pais.

 Com quase 2 anos de existencia, temos ja o prazer de ter ajudado alguns  colegas com informacao e mensagens informais, mas tambem pela organizacao de eventos como jantares ou feiras de emprego. Temos por isso uma sensacao de dever cumprido, mas queremos ainda fazer mais para continuar a server com qualidade aqueles que precisam de ajuda, suporte ou apenas contactar com colegas em similar situacao."

sábado, 24 de novembro de 2012

Rate my teaching agency - um site de comparação de agências de trabalho





Recentemente fiquei a saber deste site de comparação de Agências de Trabalho para professores, e não só. Aqui poderão encontrar informações sobre empregos, dicas sobre dar aulas de substituição, CRB, entre outras informações tão úteis para quem agora começa a dar os primeiros passos no sistema de ensino Inglês. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dar Aulas em Inglaterra - O Fórum

Em resposta a várias soliticações, deixo à disposição dos demais utilizadores este Fórum para troca de ideias e experiências:



Nota 1: tentarei responder a todas as solicitações tendo em conta a minha experiência e conhecimentos no que respeita à prática do Ensino em Inglaterra; 
nota 2: todas as informações e comentários de terceiras pessoas presentes neste fórum são da inteira responsabilidade dos seus autores; 
nota 3: todos os comentários e linguagem inapropriada não serão aceites, pelo que serão prontamente retirados; 
nota 4: cabe ao autor deste fórum a alteração dos critérios do mesmo sempre que as circunstâncias o justifiquem.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Traduções de documentos, explicações de Inglês e aulas de conversação

Para traduções de documentos, explicações de Inglês e aulas de conversação:

sábado, 20 de outubro de 2012

Carta à Presidência da República de quem já se despediu


Carta à Presidência da República de quem já se despediu - enviada a 20 de Outubro de dois mil e doze


Exmo. Sr. Presidente da República,

Escrevo-lhe esta missiva na distância dos cinco anos que já nos separam quando, no dia cinco de Setembro do ano de dois mil e sete, outra alternativa não tive senão a de emigrar. Partida: Aeroporto da Portela. Destino: Londres, Inglaterra, à procura do tão almejado emprego como professor, emprego esse insistentemente negado neste Portugal que é o nosso mas ao qual não conseguimos pertencer. Na memória ainda viva a imagem da namorada e da irmã nos braços uma da outra, lavadas nas lágrimas de quem não sabe quando nos tornamos a ver, ou se nos tornamos a ver. Não há despedidas felizes. Um adeus é e será sempre um adeus, quando se entrega nas mãos de Deus a sorte e o destino dos viajantes deste mundo. Ou não tivessem as estações de comboios nomes de santos...
Portanto, vim só. Só e sem emprego, com pouco mais de uma morada no bolso e a esperança sem fim de construir noutro país a vida à qual todos temos direito quando a vontade de trabalhar é muita e a fome ainda maior. 
Vou ser sincero: em Portugal não somos nada. Licenciados sem trabalho, perdemos eras à procura de um emprego em conforme com os anos investidos num ensino superior. Vivemos da caridade alheia e sujeitamo-nos à indignidade de uma vida em tudo em desacordo com o estatuto adquirido. Merecemos melhor e queremos melhor. 
Em Londres, no entanto, consegui emprego em apenas três semanas como professor numa escola na zona leste, onde agora reside o Parque Olímpico. E assim começou aquela que é hoje uma história feliz. Não graças a Portugal. Não graças a si. Não graças ao seu Primeiro-Ministro e ao seu (des)Governo. Não graças ao Governo que o precedeu e mais os trinta e oito anos de más histórias legislativas. Graças a mim, graças a estes sapatos gastos nas ruas de Londres para não perder dinheiro nos transportes públicos, graças à fome, graças à saudade e ao desespero que só nos empurra para a frente, graças a um sistema Inglês que se baseia na meritocracia, graças a horas sem fim de trabalho porque quando estamos lá fora, porque quando estamos aqui fora, somos emigrantes não desejados e não queridos, porque temos de provar que somos (e somos) mais que os outros, mais que os Ingleses, maiores que os Ingleses, que nem sequer sabem a diferença entre Portugal e Espanha ou se sequer existe uma recessão lá para os nossos lados, de onde vimos, que pensam que no Allgarve somos todos espanhóis, mas que desde que trabalhemos recebem-nos de braços abertos. 
Ao fim de quatro meses trouxe para os meus braços a namorada deixada em lágrimas no Aeroporto de Lisboa. A minha irmã? Está emigrada na Alemanha e vive bem e feliz, muito obrigado.
Ao fim de dois anos casei. Ao fim de três anos, tornei-me Director de uma escola em Londres. Nos entretantos, já tinha feito de tudo um pouco no sistema de ensino Inglês e a reputação construída precedia-me. Hoje estou na sub-direcção de uma escola a quinze minutos da minha área de residência.
STOP. Abro aqui um parêntesis (Sr. Presidente da República, tendo em conta o aqui descrito, diga-me lá se não mais valia ter-me deixado ficar em Portugal?).
Profissionalmente realizei-me. Pessoalmente, temos uma casa e viajamos de seis em seis semanas. A Europa está quase toda vista e o ano passado fomos à África do Sul! Isto para já não falar do casamento real, dos Jogos Olímpicos, do Jubileu da Rainha e tanto que insiste em acontecer nesta cidade que é Londres. 
Trabalhamos sete dias por semana, mas não nos podemos cansar porque foi para isto que um dia, no já longínquo ano de dois mil e sete, saímos do país que nos viu nascer. Vamos a Portugal três vezes por ano. Voltar para Portugal, só na reforma. 
Entretanto, criei o seguinte blogue, já com mais de quarenta e quatro mil visitas, para assim poder partilhar com outros esta aventura, na esperança de que mais professores se nos juntem:


Hoje as condições de acesso ao sistema de ensino Inglês são mais exigentes. Mas há emprego, e a população estudantil não pára de crescer naquela que é uma das grandes cidades do Mundo.
E já não odeio o Portugal que me obrigou a partir. Hoje estou preocupado. Estou preocupado com o futuro do meu país e de todos quantos lá deixei, entre família e amigos. Acredito, e quero acreditar numa mudança e não defendo o presente caminho para Portugal. 
Sr. Presidente da República, esta missiva já se delonga. Resta-me convidar vossa Excelência a visitar as comunidades Portuguesas em Londres, conhecer as suas pessoas e a vivenciar este nosso dia-a-dia numa cidade de renome, a qual não é mais que uma Babilónia onde, independentemente da nossa origem, nos dão o devido valor quando aqui chegamos para vencer. Possa Portugal, com o seu apoio, enveredar pelo mesmo caminho - é simples: valorize a educação e a formação de um povo e não tenha medo que o mesmo, uma vez formado, ocupe o seu lugar. Para o bem de um país melhor.
Com os meus cumprimentos
João André Costa

sábado, 6 de outubro de 2012

Muitos contactos úteis para quem chegou e para quem está a viver em Londres



Desde Associações Culturais a embaixadas e consulados, emprego, hospitais, entre outros, aqui estão toda uma série de contactos muito úteis para quem chegou e para quem está a viver em Londres e demais regiões.

Agências de emprego em Londres - para quem procura todo o tipo de trabalho


Para quem procura trabalho em Londres, aqui vão alguns contactos úteis.

Mais um jornal para as comunidades Lusófonas em Londres


Mais um jornal para as comunidades Lusófonas: nunca é demais referir: nestes jornais encontramos contactos úteis para as diversas comunidade lusas e de países de língua oficial Portuguesa, incluindo quartos para arrendar e emprego.
Este é o link para o respectivo site:

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

É preciso experiência prévia no Reino Unido para poder leccionar?


Sim. Neste momento já há agências de emprego para professores a exigir que os candidatos tenham experiência prévia de ensino no Reino Unido. De facto, para se poder ter uma oportunidade no sistema de ensino Inglês, já é pedido aos candidatos que trabalhem numa escola em regime de voluntariado por um período de 4 a 6 meses. Isto é um reflexo do aumento da procura de emprego no Reino Unido e do aumento do nível de exigência no ensino. No entanto, existem mais de 100 agências de emprego para professores em Londres, e os critérios de admissão não são todos iguais.  Isto implica um maior esforço financeiro para quem neste momento pensa em emigrar para o Reino Unido e um factor importante a considerar.